Existe um tipo de dor diferente das outras. Não é a dor de uma batida ou de um músculo cansado. É uma dor que queima como fogo, que formiga sem parar, que dá choques repentinos ou que faz a pele doer só de encostar a roupa. Se você sente algo assim, pode estar diante de uma dor neuropática.
Esse tipo de dor tem origem em um problema nos próprios nervos, e por isso costuma responder mal aos analgésicos comuns. A boa notícia é que existe tratamento específico. A Dra. Natally Santiago, neurocirurgiã funcional especializada em dores neuropáticas e neuralgias, explica o que é, por que acontece e como tratar.
O que é dor neuropática
A maioria das dores que sentimos é chamada de dor nociceptiva: um tecido é lesionado (um corte, uma pancada, uma inflamação) e os nervos avisam o cérebro. A dor neuropática é diferente. Nela, o problema está no próprio sistema nervoso, no nervo que conduz a informação. É como se a fiação da dor estivesse com defeito, enviando sinais errados ou exagerados.
Por isso ela tem uma qualidade tão característica: em vez de uma dor “normal”, vem em forma de queimação, choque, agulhada ou formigamento.
Como reconhecer: os sinais típicos
A dor neuropática costuma ter características que ajudam a identificá-la:
- Queimação, como se a região estivesse em brasa
- Choques ou fisgadas repentinas, como uma descarga elétrica
- Formigamento ou dormência persistentes
- Sensação de agulhadas ou alfinetadas
- Dor ao toque leve, quando até a roupa ou o lençol incomodam
- Dor que piora à noite e atrapalha o sono
Um sinal que chama a atenção
Na dor neuropática, um estímulo que não deveria doer passa a doer.
Um toque suave, o roçar da roupa ou uma brisa podem provocar dor intensa.
Esse fenômeno, chamado alodinia, é uma pista forte de que a dor vem do nervo.
As causas mais comuns
A dor neuropática pode surgir de várias situações que afetam os nervos:
- Compressão de nervos na coluna, como na hérnia de disco e na dor ciática
- Diabetes, que danifica os nervos e causa a neuropatia diabética
- Herpes-zóster (o “cobreiro”), que pode deixar dor mesmo após a lesão sarar
- Neuralgia do trigêmeo e outras neuralgias
- Lesões de nervo por trauma ou cirurgia
- Quimioterapia e algumas outras condições
Sua dor queima, formiga ou dá choques? Pode ser dor neuropática, que tem tratamento específico. A Dra. Natally Santiago é especialista em dores do nervo. Atendimento particular em São Paulo.
Por que os analgésicos comuns não resolvem
Um erro frequente é tentar tratar a dor neuropática com analgésicos e anti-inflamatórios comuns. Como o problema está no funcionamento do nervo, e não em uma inflamação, esses remédios costumam ter pouco efeito. O tratamento certo usa medicamentos que agem justamente na forma como o nervo conduz a dor, como certos antidepressivos e anticonvulsivantes em doses específicas para dor.
Como é o tratamento
O tratamento é personalizado e pode combinar várias abordagens:
- Medicamentos específicos para dor neuropática
- Bloqueios nervosos para interromper a dor na origem
- Neuromodulação nos casos mais complexos e resistentes
- Tratamento da causa de base, como a compressão na coluna ou o controle do diabetes
Quanto antes a dor neuropática é tratada, melhores os resultados, porque a dor mantida por muito tempo tende a se tornar mais difícil de reverter.
Quando procurar a Dra. Natally Santiago
Considere avaliação especializada se você
Sente dor em queimação, choque ou formigamento persistente
A dor piora à noite e atrapalha o sono
Sente dor ao toque leve da roupa ou do lençol
Os analgésicos comuns não resolvem a sua dor
Tem dormência que vem acompanhada de dor
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Revisão médica: Dra. Natally Santiago — CRM 167346 | RQE 81270 — Neurocirurgiã Funcional, Fellowship USP, Membro SBN.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individual.