Início » Distonia: O Que É e Como Tratar as Contrações Involuntárias
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Entenda o Distúrbio
A distonia é um distúrbio neurológico do movimento caracterizado por contrações musculares involuntárias, intermitentes ou sustentadas. Essa “falha elétrica” do sistema nervoso faz com que os músculos afetados se contraiam sem o seu comando, forçando o corpo a adotar posturas incômodas e movimentos de torção.
Principais Manifestações
A forma focal mais comum (também chamada de torcicolo espasmódico). Causa contração intensa dos músculos do pescoço, forçando a cabeça a rodar ou se inclinar para um lado de forma dolorosa.
Contração involuntária forte dos músculos ao redor dos olhos. Pode começar como um piscar excessivo e progredir até forçar o fechamento completo das pálpebras, causando "cegueira funcional".
Acomete primariamente a musculatura do terço inferior da face, mandíbula e língua. Dificulta muito a fala, a mastigação correta dos alimentos e a abertura ou fechamento da boca.
Um exemplo clássico de "distonia de tarefa". Ocorre uma contração muscular severa e involuntária na mão e no braço apenas no momento em que a pessoa tenta escrever ou tocar um instrumento.
Também conhecida como disfonia espasmódica. Atinge os músculos e cordas vocais da laringe, fazendo com que a voz da pessoa soe tensa, estrangulada, trêmula ou com esforço excessivo.
Forma grave onde as torções afetam múltiplos segmentos do corpo de uma só vez (membros, tronco e face). É mais comum em distonias genéticas que se manifestam logo durante a infância ou puberdade.
Avaliação Especializada
Uma Nova Janela: O DBS permite a redução da quantidade diária de medicamentos, o que minimiza ou até mesmo elimina os efeitos colaterais indesejáveis.
Por que nos escolher
Neurocirurgiã funcional com Fellowship em Neurocirurgia Funcional pela USP e pós-graduação em intervenção em dor, a Dra. Natally Santiago é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).
Ela combina conhecimento técnico de alto nível com uma abordagem humanizada e centrada no paciente — entendendo que cada caso de enxaqueca é único e merece um plano terapêutico personalizado.
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Dúvidas frequentes
A substância química básica (Toxina Botulínica Tipo A) é a mesma, mas é aí que as semelhanças acabam. No tratamento neurológico da distonia, as doses utilizadas são substancialmente maiores, os músculos-alvo são profundos no pescoço/face, e a técnica exige grande domínio da anatomia funcional neurológica para “desligar” o espasmo correto sem prejudicar funções vitais, como a deglutição.
Sim. A cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (DBS) revolucionou o prognóstico das distonias graves e generalizadas nos últimos anos. Em pacientes muito bem selecionados, implanta-se finos eletrodos para modular os circuitos cerebrais responsáveis pelos curtos-circuitos musculares, conseguindo devolver o controle postural, permitir que a pessoa ande normalmente e reduzir em até 70% as contrações. É um avanço clinicamente extraordinário.
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