Início » Estimulação Cerebral Profunda (DBS): O Que É e Como Funciona
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Entenda a Cirurgia
Indicações Clínicas
A principal e mais consagrada indicação. O DBS tem enorme sucesso no controle do tremor refratário, da rigidez muscular, lentidão (bradicinesia) e das discinesias (movimentos causados pelo excesso de levodopa).
Indicado para quadros incapacitantes de tremor nas mãos ou na cabeça que impedem funções básicas do dia a dia (como segurar um copo ou escrever) e que já não respondem a medicamentos orais convencionais.
Tratamento altamente eficaz a longo prazo para promover a redução profunda das fortes, dolorosas e debilitantes contrações musculares e posturas corporais involuntárias em pacientes refratários à toxina botulínica.
Em casos muito bem selecionados pela equipe neurológica de investigação, realiza-se a estimulação de áreas como o núcleo anterior do tálamo para reduzir drasticamente a frequência de crises convulsivas severas.
É uma indicação avançada e já oficializada para casos extremos de Transtorno Obsessivo-Compulsivo que se mostraram incapacitantes e totalmente refratários a todo o arsenal farmacológico e psiquiátrico existente.
A ciência da Neuromodulação avança de forma meteórica no mundo todo. Novas aplicações para controle de obesidade mórbida, síndromes de Tourette e depressões severas seguem em protocolos avançados de pesquisa.
Planejamento e Expectativas
“A cirurgia certa no paciente certo tem resultados fantásticos; a cirurgia certa no paciente errado é um insucesso”. A fase clínica é a mais valiosa do processo.
Por que nos escolher
Neurocirurgiã funcional com Fellowship em Neurocirurgia Funcional pela USP e pós-graduação em intervenção em dor, a Dra. Natally Santiago é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).
Ela combina conhecimento técnico de alto nível com uma abordagem humanizada e centrada no paciente — entendendo que cada caso de enxaqueca é único e merece um plano terapêutico personalizado.
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Dúvidas frequentes
Não. É fundamental alinhar esta expectativa: as condições como Parkinson e Distonia ainda não possuem cura descoberta pela ciência global. O DBS não interrompe a progressão invisível e biológica da doença de base. O que ele faz é atuar como um excepcional “regulador” elétrico, mascarando, anulando os sintomas incapacitantes (tremores, espasmos, rigidez) e devolvendo de maneira monumental a funcionalidade motora do paciente por muitos e muitos anos.
Não. Os implantes são totalmente invisíveis para quem olha de fora. Os eletrodos cerebrais ficam protegidos muito abaixo do osso do crânio. A conexão dos fios passa de forma segura debaixo da pele, descendo pelo pescoço, até o pequeno gerador de pulsos (a bateria) que fica acomodado abaixo da pele do tórax/clavícula (como um marcapasso cardíaco). Com roupas normais de dia a dia, é imperceptível. Além disso, o cérebro não possui terminações sensitivas: você não “sente dor” por ter o dispositivo lá dentro.
Você poderá fazer sim, na imensa maioria dos casos. No passado, isso era um problema grave, mas as tecnologias recentes de ponta evoluíram. Os sistemas modernos de marca conceituada utilizados hoje pela Dra. Natally são condicionalmente compatíveis com aparelhos de Ressonância Magnética de 1.5 e até 3.0 Tesla. Ao receber a alta do implante, você receberá um “passaporte/carteirinha” oficial do fabricante indicando o seu modelo exato e as regras de segurança, permitindo investigar qualquer outra doença futura sem problemas.
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