Muita gente se recuperou da fase aguda da COVID, mas continuou sentindo dores no corpo que não existiam antes: dores musculares, articulares, de cabeça ou aquela sensação de dor difusa e cansaço que não passa. Quando os sintomas persistem por semanas ou meses após a infecção, falamos em COVID longa, ou pós-COVID.
A dor é um dos sintomas mais relatados nesse quadro, e ainda gera muitas dúvidas. A Dra. Natally Santiago, neurocirurgiã funcional especializada em dor crônica, explica por que essas dores acontecem e o que pode ser feito para tratá-las.
O que é a dor do pós-COVID
A COVID longa é o conjunto de sintomas que permanecem ou surgem após a fase aguda da infecção, durando semanas ou meses. Entre os sintomas mais comuns estão a fadiga, a dificuldade de concentração e, com destaque, as dores pelo corpo. Essas dores podem ser musculares, articulares, de cabeça ou neuropáticas, e variam muito de pessoa para pessoa.
Por que a COVID pode deixar dores persistentes
Os mecanismos ainda estão sendo estudados, mas já se conhecem alguns caminhos pelos quais o vírus pode deixar dores duradouras:
- Inflamação persistente: a resposta inflamatória do corpo pode continuar ativa após a infecção
- Sensibilização do sistema nervoso: o processamento da dor pode ficar alterado, amplificando os sinais
- Efeito sobre os nervos: em alguns casos há sinais de acometimento neuropático, com queimação e formigamento
- Imobilidade e perda muscular: períodos de repouso e internação enfraquecem a musculatura
- Impacto emocional: estresse, ansiedade e alterações de sono, comuns no período, amplificam a dor
Na prática, é comum que vários desses fatores se combinem, tornando a dor pós-COVID um quadro que se beneficia de uma abordagem ampla e individualizada.
Tipos de dor mais comuns no pós-COVID
- Dores musculares difusas, semelhantes às de um quadro gripal prolongado
- Dores articulares, em várias articulações
- Dores de cabeça persistentes, que podem lembrar a enxaqueca ou a cefaleia tensional
- Dores neuropáticas, com queimação e formigamento, ligadas a alterações nos nervos
- Sensação de dor no corpo todo com fadiga, que lembra a fibromialgia
Como é feito o tratamento
Não existe uma fórmula única, mas há muito o que fazer. O tratamento da dor pós-COVID costuma ser integral e personalizado, combinando diferentes frentes:
- Avaliação cuidadosa para identificar o tipo de dor predominante
- Medicamentos adequados a cada tipo de dor, incluindo os de ação sobre a dor neuropática
- Bloqueios e infiltrações em dores localizadas
- Reabilitação física gradual, para recuperar força e função
- Cuidado com sono, estresse e saúde mental, que influenciam diretamente a dor
O importante é não normalizar a dor persistente como algo que “vai passar sozinho”. Quanto antes o quadro é avaliado, mais fácil é evitar que a dor se torne crônica.
Quando procurar a Dra. Natally Santiago
Considere avaliação especializada se você:
- Teve COVID e ficou com dores que não passam
- Sente dores musculares ou articulares há semanas ou meses
- Tem dores de cabeça que surgiram ou pioraram após a COVID
- Sente queimação ou formigamento pelo corpo
- Convive com dor e fadiga que atrapalham a rotina
Agende sua avaliação
Ficou com dores no corpo após a COVID? A Dra. Natally Santiago investiga a causa e trata a dor persistente de forma integral e personalizada. Atendimento particular em São Paulo.
(11) 91117-5554 | WhatsApp | contato@dranatallysantiago.com.br
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Revisão médica: Dra. Natally Santiago — CRM 167346 | RQE 81270 — Neurocirurgiã Funcional, Fellowship USP, Membro SBN. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individual.