Duloxetina é um remédio com ação como antidepressivo, mas é indicado para outros tratamentos.
A duloxetina é um remédio importante para o tratamento de vários problemas de saúde do paciente, desde depressão até a terapia contra dores. Por isso, é importante ter conhecimento e também a prescrição médica para o usar.
Isso porque o uso de medicamentos no Brasil é, em certo ponto, indiscriminado. Uma pesquisa aponta que 77% dos brasileiros se automedicam com frequência. O estudo é do Conselho Federal de Farmácia e apontou ainda que 47% toma o remédio por conta própria uma vez por mês.
Nesse sentido, pelo menos a duloxetina é vendida somente com a prescrição médica e com a retenção da receita pela farmácia. Quer saber mais sobre essa medicação? Acompanhe nesse post sobre o assunto?
O que é a duloxetina?
A duloxetina é um remédio com ação importante como antidepressivo, mas também é indicado para outros tratamentos. Ele age como um inibidor do transportador tanto de serotonina, quanto da noradrenalina.
O primeiro é um neurotransmissor, que estabelece a comunicação entre as células nervosas, regulando o humor, sono, além da sensibilidade e funções cognitivas. Enquanto a noradrenalina, que age junto à serotonina, atua em resposta a um estresse de curta duração.
A depressão está muito relacionada às alterações dos neurotransmissores, como a serotonina, e a noradrenalina. Assim, a pessoa tem o humor afetado, a falta de motivação e a diminuição do prazer.
Nesse sentido, a duloxetina é um fármaco da classe antidepressiva. Entretanto, como ele atua nessas duas frentes, da serotonina e da noradrenalina, o remédio tem tido uma ação interessante contra a dor. No Brasil, a medicação é vendida nas farmácias e drogarias em forma de cápsulas de liberação retardada, de 30 e 60mg. Ele é bem absorvido no sistema digestivo, sofrendo pouca alteração se ingerido junto às refeições. O início da ação dele ocorre seis horas após o uso.
O remédio serve tanto para casos de depressão, como também no tratamento da dor
Para que serve a medicação?
Como é da classe dos antidepressivos, a duloxetina é indicada, em primeiro lugar, para o tratamento de quadros de depressão. Porém, como dissemos, o remédio tem uma ação de via dupla, o que ajuda em outros tratamentos.
Estudos mostram que a total eficácia da droga depende de um uso contínuo por até seis meses, assim o paciente terá uma resposta satisfatória no tratamento. Confira a seguir em que situações de dores crônicas a duloxetina pode ser indicada também:
- dor lombar crônica;
- osteoartrite no joelho;
- dor neuropática periférica diabética;
- fibromialgia.
Em relação à dor lombar crônica, estudos mostraram que a duloxetina é uma terapia eficaz na redução da dor. Nesse sentido, ela diminui a intensidade da dor inflamatória em pacientes portadores da espondilite anquilosante.
Já quando se trata de fibromialgia, o medicamento trabalha, de forma indireta, reduzindo os receptores de serotonina na medula espinhal. Assim, ele bloqueia os canais de dor, atuando como um analgésico, se mostrando eficiente ao tratar a dor crônica.
Quais os efeitos colaterais?
Assim como inúmeros fármacos, a duloxetina tem seus efeitos colaterais e, ainda mais, contraindicações. Em relação aos sintomas adversos que o remédio pode causar, podemos citar os seguintes:
- náuseas;
- tontura;
- perda de apetite;
- suor excessivo;
- prisão de ventre.
Em casos mais graves, principalmente alérgicos, o remédio causa dificuldade de respirar, inchaço na boca, febre, urticária. Dessa maneira, procure um médico se esses sintomas aparecerem.
Esse remédio não deve ser usado por grávidas ou em amamentação, por alérgicos aos seus componentes e menores de 18 anos. Além disso, ele deve ser evitado por pacientes que já usam medicamentos inibidores, como fenelzina, tranilcipromina e outros.
Consulte seu médico!
Como você viu, a duloxetina é um remédio importante no tratamento da dor crônica, mas é preciso ser prescrito por um médico. Além disso, seu uso é controlado e traz efeitos adversos se consumido em excesso.
Se você sofre de dor lombar, fibromialgia ou dor neuropática, converse com o seu médico sobre essa medicação. Espero ter ajudado a tirar as dúvidas sobre esse remédio e, para mais conteúdo assim, me siga no Instagram. Agora, se sofre com algumas dessas doenças, pode marcar uma consulta pelo nosso WhatsApp.